sexta-feira, 24 de abril de 2009

A GENTE NÃO SABIA

"A gente não sabia que a Terra era redonda.
E pensava-se que nalgum lugar, muito longe, deveria haver num velho poste, uma tabuleta qualquer - uma tabuleta meio torta - onde se lia, em letras bem rústicas: FIM DO MUNDO.
Ah! Depois nos ensinaram que o mundo não tem fim.
E não havia remédio senão irmos andando às tontas como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível, como era possível , meu deus, viver naquela confusão?
Foi por isso que estabeleceram uma porção de fins de mundo..."
( Mário Quintana )
bjks a todos e todas da juju

terça-feira, 21 de abril de 2009

Oh, meu povo, A FESTA DOS PRIMOS, que estava mais ou menos agendada para 11 de junho, vai ficar para fins de julho. Tia Candu, que será a promovedora do evento, vai viajar em junho e nos pedi para adiarmos para julho. Vamos, então, fazer uma reorganização na vida e nos preparar para julho, ok!! E, quem tiver, me mande os emails do pessoal de Rio Verde. Beijos a todos
Dora

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Big Festa!

Olá todas e todos!!!

Essa noite sonhei que estávamos numa BIG festa com todos primos,primas, sobrinhos,sobrinhas, netos,netas, bisnetos e bisnetas, noras, genros, filhos, filhas, agregados e etc.... E olha ....a festa tava muito boa!! Comida, música e sol!!!!!

beijinhos daqui do frio...

Marthinha

quinta-feira, 9 de abril de 2009

OLÁ A TODOSSS!!

olá a todos que conheço e que conhecerei.....como vão?

eu sou (para quem nao me conheçe) o Fernando, neto de martha e isidoro.A história que eu conheço sobre o Bidico,é a sua aventura com a onça. Ouvi um caso em que as irmãs (Dora, Julia Fernanda(minha mãe) e algumas primas e amigas, que certa tarde foram buscar leite, e na volta se depararam com uma cobra na estrada (um pouco menos que uma onça numa floresta a noite),largaram tudo ao leu e saíram em desabalada corrida para o rancho.Chegando lá, veio a pergunta: "Cade o leite que eu pedi?" e, para escapar de uma broncona, disseram:"Surgiu uma cobrona na estrada, e quando abriu a boca, nós agaramos a sua calda e a viramos do avesso!!!!"

Não sei se esta certo, e se nçao estiver, corrijam-me..!
abraços e beijos...
Fer

OLÁ A TODOSSS!!

O Boiadeiro e a história da onça

Colaborando com esta iniciativa maravilhosa que tem a pretensão de ajudar a divulgar e preservar a memória da família e, portanto, de Bidico, sou obrigado a falar das boiadas e boiadeiros, personagens dos sertões, hoje rarefeitos, empurrados para o passado, que deixaram apenas a nostalgia de tempos outros em que homens, bois, mulas e cavalos interagiam com a natureza exuberante, enfrentando dificuldades às vezes insuperáveis, fazendo viagens que não raro ultrapassavam cem dias, tangendo uma boiada de mil reses, desde o coração do Mato Grosso (que ainda era um só) até São Paulo.
Bidico, sendo um deles, teve o privilégio de conviver com esses homens e viajar com eles, montado em lombo de burro, por muitos e marcantes dias. Suas lembranças são dos ermos, dos grandes espaços, das veredas e de longínquas paisagens, onde, montaria a passo e o gado preguiçosamente pastando e caminhando, ia proseando, sob a chuva da estação das águas ou sob a poeira levantada pelo gado na estação da seca. No pouso, onde a comitiva se arranchava, as conversas em volta da fogueira no rés do chão lembravam histórias de assombração, sacis, lobisomens, mulas sem cabeça que depois Bidico trazia para a varanda de sua chácara onde, deitado em sua rede armada com corrente e argolas dos adornos de sua montaria, as contava para adultos e crianças que ouviam com atenção redobrada, sempre satisfazendo nossa curiosidade em ouvir os casos daquelas vidas sertanejas. Foi assim que conhecemos a história da onça.
O gado exigia um acompanhamento regular, embora inconstante. Solto nos pastos, ficava desacostumado às pessoas, bravo e arisco além de estar a mercê de predadores como a onça pintada. Era preciso vigiá-lo, e os boiadeiros faziam isto todos os dias. Vigiavam áreas, retiros, pastos, mangas, grotas. Este serviço exigia a viagem até o pasto, às vezes viagens de léguas, e constantemente alguma rês carecia de trato, apartação ou medicação. Mas o gado pastava longe, na solta, alongado, e de vez em quando era preciso juntá-lo para apartação, castração, ferra ou venda. Era quando Bidico entrava em ação para levar a boiada da fazenda da compra para o entreposto próximo da capital e isso normalmente demandava meses de rotina perigosa.
Numa dessas viagens Bidico estava preocupado com o sumiço de algumas cabeças de gado. De tempo em tempo a contagem da boiada diminuía uma cabeça. Preocupado com o prejuízo que isso vinha causando ele aproveitou um parada da viagem devido ao mau tempo para investigar o que vinha ocorrendo. Chovia bastante dificultando seu trabalho, mas não foi surpresa para ele encontrar pegadas de onça na retaguarda da boiada. Precisava caçar a fera senão seu trabalho estaria comprometido. Protegido do aguaceiro pelo seu chapéu e sua capa e munido de sua cartucheira, Bidico adentrou a mata no encalço da onça pintada. Durante o trajeto, encontrou um galho fino, com três ramos partindo simetricamente de um só ponto. Cortou-o, pensando fazer com ele um estilingue para os filhos. Nessa ocasião a onça que estava de emboscada à margem do caminho, saltou sobre ele. Bidico jogou a forquilha de lado, sacou da cartucheira e atirou na onça. Apesar de ferido, o animal não se importou e saltou novamente sobre o homem. Este se desviou mais uma vez dela e lhe atirou uma segunda vez, mas a munição molhada falhou e o bote da onça parecia certeiro. Bidico num reflexo de defesa e coragem fechou seu punho e com toda sua força desfechou um murro pretendendo acertar o nariz da dita cuja. Quando se deu conta viu que a onça tinha engolido praticamente todo o seu braço. Não restando outra coisa a fazer Bidico agarrou, por dentro dela, o seu rabo e puxou-o virando a onça do lado do avesso!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

SETE DOS DEZENOVE NETOS DE BIDICO, NUM ENCONTRO EM BRASÍLIA, ABRIL DE 2009